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Thursday, July 7, 2011

O Significado Do Amaci - Banhos no Candomble



Emviado por Email:

Significado de cada banho no Candomblé – Amáãsi – Omíeró – Omíesé

AMÁÃSI = (“amáã”= hábito, costume; “si”= pôr para dentro) = Líquido (ariorò) preparado com folhas sagradas, maceradas no pilão ou com as mão, depois adicionando a água da quartinha do qual, Òrìsà estamos preparando o amáãsi, deixando repousar e clareando com velas brancas junto com o “mace”= (bagaço) durante sete dias o “Peji”. Após, ter passado o tempo de cura é coado e dividido em três partes: 1a) É destinado a banhar a cabeça do iniciado = amáãsi ni ori = ni= em, sobre; ori= cabeça. 2a) Para banhar o Otá e utensílios. 3a) Para banhar as patas e chifres dos animais a serem sacrificados, bem como, as patas das aves.

O grande segredo “Eró” está na composição do “amáãsi”. As folhas são as do “ Òrìsà, Oló Ilé ”(Òrìsà, dono da casa) + as do Òrìsà da pessoa iniciada + as de Òsónyìn (o deus das folhas). Este é o banho que chamamos de purificatório na cabeça do iniciante na “Religião Afro-Brasileira. Quero ressaltar que antes de realizar o amáãsi, o iniciado deverá fazer todos os banhos de limpeza corporal, como o banho de descarrego ou de àgbo, bem como, a limpeza com ave ou carne.

Uma observação muito importante, “nunca devemos cozinhar as ervas do amáãsi”.

As ervas (folhas) deverão ser colhidas ao clarear do dia, pedindo sempre licença ( agò) ao Òrìsà Òsónyìn; logo após, escolhidas e lavadas uma por uma, ao qual o Òrìsà serão empregadas; não existe amáãsi coletivo. A pessoa ou Feitor (a) que irá realizar este ritual, deverá antes fazer seu banho normal e colocar roupa branca, para depois serem maceradas as ervas no “Peji”. As mãos de quem faz o amáãsi devem ser bem lavadas e desinfetadas, digo limpas

Atenção : O ritual de preparar o amáãsi para outrem é pôr já a mão na cabeça de outro. E para pôr a mão na cabeça de alguém é só o Feitor (a) e é preciso ter Àse e Fundamento, e muita licença. Porque, em caso de erro, irá repercutir no andamento da “Obrigação” e na vida religiosa da pessoa (iniciante). Cuidado e cautela, porque, o menor erro no amáãsi poderá produzir distúrbios mentais perigosíssimos, etc…
. Tem que se ter muita cautela e humildade, pois trata-se do primeiro ritual que a pessoa irá fazer na Religião, e a mesma, deposita muita fé e confiança no Feitor (a), pois o mesmo, deve respeitar o próximo, ou seja, a pessoa cura, etc…
A cerimônia do ritual do amáãsi é colocado com uma jarra ou quartinha (exclusivamente para este afim) lentamente na cabeça do iniciante, e com a mão do Feitor (a) vai aplicando o amáãsi e solicitando tudo bom para o novo filho do Ilé e também chamando pelo Olóri Òrìsà da pessoa; a baixo da cabeça do iniciante, fica uma bacia, para que o preparado não caia no chão.
Depois enrola-se um pano branco na cabeça do iniciante ( uns chamam de “ojá”outros de “tussú” conforme a Linhagem), a partir deste momento, o iniciante, já pode ser considerado um filho de Òrìsà.

O iniciante fica recolhido ao Ilé no prazo determinado pelo Feitor (a); depois o iniciado deve evitar por três dias ter relações sexuais, raios solares, sereno e chuva na cabeça. Após ter realizado este ritual, o primeiro passo a seguir é realizar o rito do “Oribibó”, está Obrigação, é solicitando à permissão ao Bàbá Òòsààlà e que, o mesmo, entregue a cabeça ao verdadeiro Olóri dão iniciante; este ritual tem que ter os ìgbins (chamado de boi de Òòsààlà) e pombos brancos. E logo a seguir o ritual do “Óbori”, e assim por diante. Este é o processo e o ritual que realizo em meu Ilé, hoje, é muito difícil as pessoas se submeter a este ritual rígido, isto reflete, de se possuir nos novos adeptos para o Ilé. Só nesta atitude já é realizado a triagem dos novos adeptos ao Ilé.

“OMÍERÓ”= (Omí = água; eró = segredo; água do segredo). Tem muitos chamam de “Mieró”= (Mi= neste sentido é mexer de leve; eró= segredo; mexer de leve o segredo).Deixo que vocês escolham e vejam qual é o mais correto! Existem várias maneiras de se realizar o “omíeró” e sua utilização.

Sendo o seu ritual inicial igual ao do amáãsi. No preparo, existe as diferenças de um para o outro.

“Omíeró”é o cozimento de folhas, após ter fervido a água é colocado as folhas e abafado na panela até esfriar, serve para banhos ou lavar a cabeça em casos especiais, bem como, lavar as residências ou estabelecimentos comerciais. A lavagem da cabeça com “omíeró”, não importa em compromissos de iniciação e pode e é, muitas vezes, aplicadas aos profanos por motivos de doenças ou outras causas. Omíeró, não é feito sempre de igual modo, dependendo do fim e da divindade invocada aquém se pede ou se oferece o cerimonial.


Passo à vocês, aqui um dos mais completos: Compõe-se de “manjericão, alevante, imbiri, parreira, amora, malva cheirosa, folhas de inhame e folhas de fortuna ou saião”. Depois de realizado a operação deve ser despachado em lugar determinado pelo Feitor (a).

 OS BANHOS DE DESCARGAS OU QUEBRA 
Uma prática muito utilizada é na lavagem de cabeça como limpeza da mesma, para tirar a mão de um Feitor (a) ou de mão de egungun, etc… Por isso, que chamamos d’água do segredo, já nestes casos as folhas à ser utilizadas são outras !
Esse tipo de ritual assemelha-se muito com o “amáãsi”, devido sua grande versatilidade de utilização mas, tem muita gente que confundem um com outro, cuidado!

“OMÍÀSE” ou que muitos dizem OMÍESÉ = Omíàse quer dizer “água da força divina dos Òrìsàs. Muitos dizem: “Omíàse eró Bàbá Ilé”.
É um certo tipo de “omíeró”, após de feito é adicionado as águas das quartinhas dos Òrìsàs ou pode ser de um só Òrìsà, conforme for o caso; também para banhos ou lavagens e purificação de okutás e utensílios de Òrìsàs.
É tão empregado quanto o sabão da Costa, cuja sua composição é conservada secreta, tal como a do Ori epô (manteiga de Òòsààlà) os verdadeiros , até hoje, são importados da África. 
Assim o “Omíàse, também é algo de muito secreto do Feitor (a), porque vária muito na sua composição de Òrìsà para Òrìsà; mesmo após o sacrifício de animais de quatro pés, na limpeza de seus Otás ou Etás e, após dar o ossé, epô para quem é do epô, mel para quem é do mel ou dar à determinados Òrìsàs que são do epô e mel. Porque, muitos Feitores não deixam o seu filho ver a levantação, porque, aí mora um dos segredos, mesmo, você levando-os para sua casa, você não saberá conduzí-los e tratá-los. Você não viu na primeira Obrigação (corte e levantação) como foi realizado, com certeza, você irá dar com a cabeça nas pedras! Por que aí está o grande eró do Feitor (a), neste momento é criado o feitiço para o próprio filho, caso ele não tenha percebido, por isso eu digo: A curiosidade é uma virtude e não um defeito!? O Feitor (a) dá se quer o segredo (eró) de sua feitura, por isso, muita gente come pela mãos dos Feitores e patina na vida religiosa.
Esse direito, o Feitor (a) tem, de fazer diferente à cada filho de Òrìsà, e assim é, em cada fase da Obrigação, porque, nem uma é igual a outra. Há! Você não viu, não observou, paciência, então solicite ao seu Feitor (a) o seu segredo!
Em qualquer “Ritual” na “Religião de origem Africana”, não é realizado nada sem primeiro fazer o banho de descarrego ou de quebra, seja qual for a necessidade, é o primeiro passo para conseguirmos nossos objetivos, quer seja em trabalhos ou na feitura de uma pessoa na Religião Africana.

Antigamente, era normal se realizar em primeiro lugar os banhos de descarrego ou de quebra à uma pessoa; hoje, nem todos fazem esse “Rito”, 
um exemplo da importância dos banhos de descarrego ou de quebra:
Você é convidado para ir uma festa, primeiro você toma um banho normal de rotina, para depois vestir a roupa nova, certo! Você não coloca a roupa nova em corpo sujo, correto! Está aí ! Porque, na Religião Africana, em primeiro lugar se realiza os banhos de descarrego, primeiro se limpa, para depois se realizar qualquer trabalho ou feitura.
O banho de descarga mais usado é feito com ervas positivas, variando de acordo com os fluídos negativos que a pessoa está carregando e de acordo com o Òrìsà que a pessoa traz no seu “Ori”( cabeça), ou seja, o seu “Olóri.
O banho de descarga com ervas deve ser tomado após o banho de rotina e antes de dormir e, de preferência utilizar sabão da Costa antes, para a limpeza do corpo, após isso, então toma-se o banho de ervas, isto na vida normal e para qualquer realização ritualística.
O banho não deve ser jogado brutalmente no corpo, devemos utilizar uma esponja nova e ir massageando de cima dos ombros para baixo. De modo geral, o banho é feito do pescoço para baixo até os pés, sem tocar na cabeça.
A finalidade dos banhos descarrego é:
“O banho de ervas é a renovação do “corpo” e da “alma”, pois quando o corpo se sente bem e se acha refeito do cansaço,etc…, a alma fica também mais apta a vibrar harmoniosamente”. Exemplo:


Moisés, o grande legislador hebreu, impôs o uso do banho de ervas aos seus seguidores. Na Índia, há o banho sagrado no “Ganges”. Em Roma Augusta o banho de ervas era um exercício alegre e dedicado aos deuses, principalmente à “Dionisus e Baco”. Na África, a água é tida de grande poder, força e de magia. Vemos até hoje as águas de Òòsààlà, no ritual. As águas das quartinhas e tigelas nos Pejís, além de outras magias com água.


BANHO DE ÀGBO “Abô”
CONCEITO: 
Água das quartinhas dos Òrìsàs ou de um determinado Òrìsà, contendo ervas sagradasmaceradas (Ariorò = líquido; Mace = resíduos das folhas) e de sangue de aves. Serve para banhos purificatórios tanto para “ààbò” (proteção) => (infusão de mistura de folhas para fins medicinais) e também como de descarrego.

Apesar, de ser rito um de alto custo, mas com grande utilidade ritualística, às quais iremos citar algumas no decorrer deste. O resultado obtido na aplicação do “Àgbo”, são excelentes, até substituindo muitas vezes uma troca, etc…

PREPARO DO ÀGBO:

Este preparo consiste numa alquimia (mistura mágica) de “amáãsi” e com a finalidade do “omíeró”.

O “àgbo”, inicialmente, é feito da mesma forma que o “amáãsi”; não esquecendo, que o “amáãsi” é um banho preparado exclusivamente para a lavagem da cabeça , feitura do iniciante; já “omíeró” tem outras finalidades, seria um àgbo sem sangue de animais. Muito usado no ritual de limpezas de objetos, okutás para transformação em otás ou etás, considerados sagrados e mágicos.

O banho de descarrego; descarga ou de quebra, tem como finalidade livrar o individuo ( clientes antes de qualquer trabalho, pré-iniciantes de qualquer feitura na “Religião”, bem como, quando uma pessoa sai de uma casa e vai para outra casa de religião, tirar mão de Egungun, etc…) de fluídos negativos. Já o outro banho de “Àgbo” para levantar e atrair as boas vibrações magnéticas almejadas, é composto com outros tipos de ervas sagradas e normalmente é realizado com um casal de pombos brancos ou um casal de “atum => angolista”.

O banho de àgbo é composto de “ervas sagradas” com grande poder mágico, são de várias qualidades tanto para se realizar a quebra como levantar uma pessoa de doenças, situações financeiras problemáticas, situações amorosas, etc…

Devemos adicionar ao suco (Ariorò) pembas raladas de todas as cores menos a preta, depois realizar o sacrifício do animal ou ave (s) indicada pelos os Òrìsàs; após o corte, a ave irá para cozinha para ser preparada e seus esés ( inhálas ou inhélas) também..

No àgbo, deve-se ascender velas de Óbara à Òòsààlà, em volta da bacia onde está depositado o ariorò, para este ganhar forças e clareando o mesmo, as velas devem ser todas de sete dias brancas, só quando queimarem totalmente é que o banho de àgbo poderá ser usado pelo necessitado.

Este banho deve ser tomado em frente aos Òrìsàs e, em determinados casos da cabeça aos pés e, a pessoa que recebe o banho não pode se secar. Em outros casos, o banho deve ser realizado em um riacho de águas limpa, com a pessoa dentro d’água.

Como diziam os “Negros Velhos” da Zona Sul do Estado-RS. O banho àgbo é como nem “tiro dado, jacu deitado” (ditado do Pampa Gaúcho).

É verdade, hoje em dia e importante saber a diferenca a diferença e a utilização dos banhos, e  sua grande importância e influência que as ervas possui em nossa vida e no “Ritual Religioso”. É como diziam os “Velhos”: O amáãsi é o primeiro batismo! Òsónyìn, com o poder de suas ervas, antecede ao Óbara no “Ritual”. Mas, hoje, por muitos é ignorado, para muitos o que importa e o  lado financeiro! e nao os Òrìsàs”, em alguns Ilé o “Ritual e Obrigações” sempre estão em primeiro lugar, e usado muito pelos antigos a “Obrigação”dentro dos ritos antigos; o que poucos querem seja, a pré-preparação para qualquer iniciação.

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