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Monday, August 2, 2010

leques












Exposição de leques comemora 80 anos do Museu Histórico Nacional
Da redação
A energia elétrica com seus ventiladores e aparelhos de ar condicionado relegou ao passado os delicados e românticos leques, estes instrumentos refrescantes que nos remetem ao tempo em que os cavalheiros, com punhos e golas de renda e entre pitadas de rapé, cortejavam nos salões as belas damas, que por intermédio dos leques animavam as suas esperanças ou golpeavam mortalmente os seus sonhos ...
Ao comemorar seus 80 anos de existência, o Museu Histórico Nacional apresenta ao público de 11 de outubro de 2002 a março de 2003, a exposição "Uma Brisa no Ar" reunindo 60 exemplares de sua coleção de 109 leques, incluindo diversos que pertenceram à nobreza brasileira. Datados dos séculos XVIII, XIX e XX e produzidos no Oriente, na Europa e no Brasil, os leques, de diferentes materiais e técnicas, retratam cenas mitológicas, campestres e momentos históricos e sociais, entre outros temas.
A provável origem do leque foi a China, onde tornou-se parte integrante do costume nacional, sendo usado pelos reis como um sinal de dignidade. Da China passou para o Japão, onde também foi de uso constante.
O leque integrou, ainda, várias outras culturas: no Egito era uma honra poder-se abanar o Faraó; na Grécia, abanar a esposa durante o sono era uma grande prova de amor do recém-casado, garantindo-lhe o perdão por qualquer falta por ventura cometida ... Em Roma haviam escravos especialmente designados para abanarem as patrícias e seus convidados em dias de intenso calor. Também o cristianismo adotou o leque: durante o ofício, dois diáconos, um de cada lado do altar, protegiam o celebrante do calor ...
Ao longo dos séculos, os leques foram feitos em diversos materiais e formatos. Primitivamente foram usados leques de folhas, penas, plumas, do feitio de nossas atuais ventarolas, quase sempre de grande tamanho. A partir do século XV começaram a ser usados os leques propriamente ditos, reversíveis ou de fecho, constando de duas partes principais: a armação, pequenas hastes sobrepostas, e a folha, esta em papel, pergaminho, pano pintado (geralmente à guache), rendas e gaze, bordadas com lantejoulas, fios de ouro e dourados.
O uso do leque envolve, ainda, outras funções além do refrescar. Entre namorados e amantes, há toda uma linguagem codificada: tocar levemente os cabelos com o leque significa "não me esqueças .. " Célebres em Paris após a Revolução Francesa, os leques com grandes letras douradas tiveram, também, uma função didática, ensinar as primeiras letras ... À exemplo de moedas e medalhas, os leques também eram usados para comemorar os grandes feitos da vida de um país e sobretudo a França produziu muitos exemplares deste tipo, como aquele que retrata a ascensão dos balões Montgolfier.
Os leques difundiram-se por toda a Europa, entre os séculos XVII e XIX, tornando-se um complemento indispensável à vaidade feminina, invadindo os salões e inspirando poetas e pintores. Nas primeiras décadas do século XX eram suntuosas plumas fazendo parte da toalete das elegantes, mas, após este período, com o desenvolvimento das novas tecnologias para refrescar o ar, o seu uso foi se tornando cada vez mais obsoleto, embora jamais tenham perdido em glamour, como objetos de rara beleza.
Os leques chegaram ao Brasil com D. João VI, que, seguindo o costume francês, introduziu o hábito de perpetuar nestes delicados objetos os fatos mais notáveis do período em que eram fabricados. O uso destes leques comemorativos intensificou-se nos reinados de D. Pedro I e D. Pedro II: feitos na China e encomendados no Brasil às chamadas "Casas das Índias", muito numerosas na Rua do Ouvidor, traziam numa face o feito histórico e noutra decorações com motivos puramente orientais.
Através dos leques, acompanha-se toda a história do Brasil, desde a chegada de D. João VI... Na exposição "Uma Brisa no Ar" o público poderá apreciar belos exemplares comemorativos, como aquele em prata dourada, esmalte e papel que refere-se à Aclamação de D. João VI como Rei de Portugal, Brasil e Algarves, ocorrida em 1816 dois anos após a morte de sua mãe, D. Maria I. Outros dois leques comemoram a organização do Império do Brasil e da Independência do Brasil.

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